ITAM e governança

ITAM e ITSM: diferenças e onde os dois processos se encontram

ITAM cuida dos ativos e do que eles custam; ITSM cuida dos serviços e do atendimento. Entenda a diferença entre as siglas e por que uma depende da outra no dia a dia.

Ilustração de dois blocos sobrepostos, um roxo com o ícone de uma caixa e um azul com o ícone de um tíquete, com a área em comum destacada em verde.

ITAM e ITSM aparecem juntos em quase todo material sobre gestão de TI, e é comum tratar as duas siglas como sinônimos. Elas descrevem processos diferentes, que dependem um do outro.

  • ITAM (IT Asset Management, gestão de ativos de TI) cuida das coisas: quais equipamentos e softwares a empresa tem, com quem estão, quanto custaram e em que fase do ciclo de vida se encontram.
  • ITSM (IT Service Management, gestão de serviços de TI) cuida do atendimento: como os pedidos e problemas dos usuários chegam à TI, são priorizados e resolvidos.

O que cada um responde

PerguntaProcesso
Quantos notebooks temos e com quem estão?ITAM
Quanto gastamos com licenças de software este ano?ITAM
Quando vence a garantia deste equipamento?ITAM
Quantos chamados foram abertos esta semana?ITSM
Qual o prazo para atender um pedido de acesso?ITSM
Quem está cuidando deste problema?ITSM

O foco do ITAM é financeiro e de controle: custo, risco e conformidade ao longo da vida do ativo. O foco do ITSM é operacional: tempo de resposta, qualidade do atendimento e continuidade dos serviços.

Onde os dois se encontram

Na rotina, os processos se cruzam o tempo todo. Alguns exemplos:

Um chamado sobre um equipamento. Alguém abre um chamado porque o notebook não liga. Quem atende precisa saber qual é o modelo, se está na garantia e se já teve o mesmo defeito. Essas informações vêm do inventário (ITAM). O conserto, por sua vez, vira um registro no histórico do equipamento.

Entrada de um novo colaborador. O pedido chega como uma solicitação (ITSM). Para atendê-lo, a TI consulta o estoque, separa um equipamento e registra a entrega para a nova pessoa (ITAM).

Desligamento. A solicitação de desligamento (ITSM) dispara a lista de devolução, que só existe se o inventário souber o que estava com a pessoa (ITAM).

Mudanças na infraestrutura. Antes de trocar um servidor ou atualizar um sistema, é preciso saber quais equipamentos e softwares serão afetados. O inventário fornece essa lista.

Qual implantar primeiro

Em empresas pequenas, a pergunta costuma ser outra: “precisamos de um sistema de chamados ou de um controle de ativos?”. A resposta depende de onde está a dor.

  • Se o problema é pedidos perdidos em mensagens e e-mails, sem saber quem está cuidando de quê, comece por um processo simples de chamados.
  • Se o problema é não saber o que a empresa tem e com quem está, comece pelo inventário de TI. Sem ele, o próprio atendimento fica mais lento, porque cada chamado começa com a pergunta “qual é o seu computador?”.

Muitas empresas pequenas não precisam de uma ferramenta completa de ITSM. Um canal único para pedidos e uma planilha de chamados podem bastar por um tempo. Já o inventário tende a ser necessário mais cedo, porque o custo de perder equipamentos e licenças aparece rápido.

Referências para aprofundar

Para quem quer formalizar os processos, algumas referências conhecidas:

  • ISO/IEC 19770-1, norma internacional que define requisitos para um sistema de gestão de ativos de TI. Página oficial da norma na ISO.
  • CIS Controls, conjunto de controles de segurança cujos dois primeiros tratam do inventário de hardware e de software: Controle 1 e Controle 2.
  • NIST SP 1800-5, guia prático do instituto de padrões dos Estados Unidos sobre gestão de ativos de TI com foco em segurança: SP 1800-5, IT Asset Management.

Não é preciso seguir nenhuma delas à risca para ter um bom controle. Elas ajudam a dar nome às etapas e a não esquecer partes do processo. Para os primeiros passos, veja o que é gestão de ativos de TI e por onde começar.

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Escrito por

Equipe Invbox

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Conteúdos produzidos pela equipe da Invbox, plataforma brasileira de gestão de ativos de TI para pequenas e médias empresas.