Inventário de TI

Planilha de inventário de TI: limitações e quando trocar

A planilha resolve o primeiro inventário, mas tende a perder histórico, responsáveis e confiança com o tempo. Veja os sinais de que ela deixou de atender e as alternativas.

Ilustração de uma planilha com várias linhas, três células destacadas em vermelho indicando dados inconsistentes, e um sinal de alerta ao lado.

A planilha é o jeito mais comum de começar um inventário de TI, e faz sentido: todo mundo sabe usar, não custa nada a mais e fica pronta em minutos. O problema aparece meses depois, quando ela já tem várias abas, colunas que ninguém entende e uma dúvida constante sobre se aquela informação ainda está certa.

Este texto não é contra planilhas. Ele lista o que elas fazem bem, onde começam a falhar e quais sinais indicam que é hora de mudar.

O que a planilha faz bem

  • Primeiro levantamento. Para registrar de uma vez o que existe hoje, a planilha é rápida e flexível.
  • Poucos itens e uma pessoa cuidando. Com 15 ou 20 equipamentos e um único responsável pelas atualizações, ela costuma dar conta.
  • Análises pontuais. Filtrar por modelo, somar valores de compra, montar um gráfico para uma reunião.

Se a empresa está nessa situação, a planilha pode ser suficiente. O guia como fazer um inventário de TI traz os campos recomendados para começar.

Onde ela começa a falhar

O histórico se perde

Quando um notebook passa de uma pessoa para outra, alguém apaga o nome antigo e digita o novo. A planilha mostra o estado atual, mas não o caminho. Se o equipamento volta com a tela quebrada, não há registro de quem estava com ele na semana anterior.

Dá para criar uma aba de movimentações, mas ela depende de alguém lembrar de preenchê-la a cada mudança. Na prática, é a primeira coisa que deixa de ser feita.

Várias versões da verdade

“Inventário_TI_final.xlsx”, “Inventário_TI_final_v2.xlsx”, a cópia que alguém baixou para trabalhar offline. Mesmo com a planilha na nuvem, abas duplicadas e filtros salvos por pessoas diferentes geram leituras diferentes do mesmo dado.

Sem responsável pela atualização

Na planilha compartilhada, todos podem editar, e por isso ninguém se sente responsável. As atualizações ficam para depois, e o depois vira a próxima auditoria.

Dados inconsistentes

“Notebook”, “notebook”, “NB” e “Laptop” na mesma coluna. Datas em formatos diferentes. Número de série com espaço no final, o que faz a busca não encontrar. Validação de dados ajuda, mas raramente é configurada desde o começo.

Nenhum aviso

A planilha não avisa que a garantia de um equipamento vence no mês que vem, nem que uma manutenção está atrasada. Essas datas ficam registradas, mas só servem se alguém filtrar a coluna no momento certo. Garantia, manutenção e substituição são etapas do ciclo de vida de ativos de TI, e acompanhar esse ciclo exige datas que avisem, não só que fiquem guardadas.

Sinais de que é hora de trocar

Considere outra ferramenta se dois ou mais destes itens acontecem com frequência:

  1. Você não sabe dizer com segurança quem está com um equipamento específico.
  2. Um desligamento terminou sem a devolução de algum equipamento, e isso só foi notado depois.
  3. Existe mais de uma planilha de inventário circulando.
  4. Uma garantia venceu sem que alguém percebesse, e o conserto foi pago.
  5. Para responder uma auditoria ou um pedido da contabilidade, foi preciso conferir tudo de novo.
  6. Mais de uma pessoa atualiza o inventário e as alterações conflitam.

Alternativas

Planilha com regras mais rígidas. Validação de dados nas colunas, uma aba de movimentações protegida, um único responsável pela edição. Resolve parte dos problemas, mas continua dependendo de disciplina manual.

Formulário + planilha. Entregas e devoluções registradas por formulário, que alimenta uma aba de histórico. Reduz erros de digitação, mas exige manutenção das fórmulas que montam a visão atual.

Sistema de gestão de ativos. Ferramentas próprias para isso registram cada movimentação automaticamente, mantêm o histórico por equipamento e avisam sobre garantias e manutenções. Vale comparar o esforço de implantação e o custo com o tamanho da operação: soluções feitas para grandes empresas podem ser complexas demais para quem tem algumas dezenas de equipamentos.

Como migrar sem perder o que já existe

  1. Limpe a planilha antes. Padronize os nomes dos tipos de equipamento, corrija formatos de data e remova duplicados pelo número de série.
  2. Escolha a fonte da verdade. Se há mais de uma versão, decida qual vale e descarte as outras.
  3. Confira por amostragem. Antes de importar, confira fisicamente uma parte dos equipamentos para medir quanto a planilha está desatualizada.
  4. Importe e congele. Depois da importação, deixe a planilha só para leitura e com uma observação de que ela não é mais atualizada.

A troca de ferramenta não resolve um processo inexistente. O que mantém o inventário confiável é a regra de registrar cada mudança no momento em que ela acontece, como explicamos em o que é gestão de ativos de TI.

Este artigo também está disponível em: English, Español

Escrito por

Equipe Invbox

Equipe editorial

Conteúdos produzidos pela equipe da Invbox, plataforma brasileira de gestão de ativos de TI para pequenas e médias empresas.